Com o tema a CIDADE QUE NASCEU DE UMA FESTA, a cidade de Joanópolis realizou suas festividades juninas comemorando seu padroeiro São João Batista e os seus 131 anos de fundação. Fundada numa festa de São João em 24 de junho do ano de 1878, ocasião em que no mastro existente ao santo, resolveram a construção de uma capela e o inicio da cidade com o nome de São João do Curralinho, talvez por ter sido fundada num mês tão festivo, tenha assim um povo tão festeiro e receptivo.
Neste ano numa parceria entre igreja, prefeitura e comissão de festas, procurou-se resgatar a tradição da soltura de foguetes as 06:00 horas, meio dia e as 18:00horas durante todo o mês de junho, anunciando que a FESTA estava chegando, após muitos anos voltou a torre da matriz a ser iluminada com cordões de luz, pretendendo aumentar para o próximo ano, até chegar como era antes, voltou também a procissão do recolhimento dos andores e banda no acompanhamento da procissão ao padroeiro. Retornou o pau de sebo, as congadas e os moçambiques, a fogueira, a quadrilha francesa.
Seguindo a linha das tradições realizaram o primeiro Concurso de Quadrilhas Caipiras e inaugurou-se uma RUA CAIPIRA com os produtos, comidas e artesanato da cidade, sendo o ponto de encontro uma casa cabocla com fogão a lenha, paçocas, café e bolos e animada por violeiros e pelo humorista Zé do Córgo.
Fazendo jus a diversidade cultural, apresentou-se no sábado a noite o Grupo de Ciganos, com suas danças e rituais e no domingo seguiram congos e caiapós.
Fechando as festividades entre várias bandas, Almir Sater fez um show que lotou toda a rua, praça e área de eventos, sendo seguido de queima de fogos e apresentação da orquestra de viola caipira de Joanópolis e a banda Arvores de Carvalho.
Em Joanópolis, a tradição não morreu, pôde estar adormecida por alguns anos ou enevoada, este ano ela voltou, com seus batuques, com seus congos, seus repiques, mas em especial com seu sotaque e jeito caipira. Brotou outra vez a FESTA, com suas inúmeras barracas cercando a tradição e rodeando a igreja matriz, onde certo dia um grupo de pessoas festeiras, entre foguetes de vara, músicas, rezas e vivas a São João, fundaram uma cidade, uma cidade festeira, UMA CIDADE QUE NASCEU DE UMA FESTA!
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