| Aspectos da Flora |
| Ecologia |
| Enviado por Jorge Muneo Nakagawa |
| Seg, 05 de Setembro de 2005 00:05 |
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Existem diversas categorias de classificação da flora brasileira. A de Joanópolis pode ser definida como Mata Atlântica ou simplesmente Floresta Tropical de Altitude.
A Mata Atlântica é uma formação arbórea densa, com árvores de grande porte e grande variedade de espécies. Também possui como característica a grande quantidade de bromélias e lianas, os chamados cipós. Outro aspecto que chama atenção é a camada de folhas mortas que recolhe o chão denominada de serapilheira. A serapilheira está em constante estado de decomposição por insetos, fungos e microorganismos e representa a matéria orgânica retornando as árvores via alimento (húmus). Considerada como Reserva da Biosfera, algo equivalente a Patrimônio da Humanidade e protegida por várias leis, a Mata Atlântica sofre um impiedoso e sistemático processo de desmatamento.Temos hoje uma média de 3 a 5% de mata restante, contra o que no passado já cobriu quase 25% do território nacional. Em nossa cidade tanto a fauna quanto a flora são muito maltratadas. Praticamos uma agricultura arcaica com trator morro abaixo, queimadas e muito veneno. Há ainda quem pratique a caça e o aprisionamento de aves. As matas desempenham um importante papel no que diz respeito ao abrigo e alimentação de animais. Ainda, protege o solo da erosão provocada pelos agentes naturais que são a água, o vento e o sol. Em especial, as matas ciliares, mantém a integridade das margens dos cursos de água contra a força das enxurradas, impedindo o processo de assoreamento. O assoreamento é a diminuição da profundidade dos cursos de água pela deposição de sedimentos (terra e areia). A mata nativa também se faz notável quanto a proteção das nascentes d'água, pelo fenômeno denominado "efeito esponja", onde o sistema de raízes das árvores retém a água do subsolo durante os períodos de seca. COMO NASCE UMA FLORESTAQuando nos deparamos com uma porção de mata nativa que nunca foi tocada pelo homem, denominamos a mesma de mata primária. Quando a mata ou parte dela foi derrubada, existe ainda a possibilidade de recuperação da mesma, desde que exista por perto árvores que podem ser doadoras naturais de sementes. Este processo de recuperação recebe o nome de sucessão secundária e pode ser ilustrado pelo exemplo abaixo. Imagine um pasto abandonado e o aparecimento de plantas invasoras de porte herbáceo e arbustivo, como a jurubeba, joá caruru e assa-peixe, entre outros. Em seguida começam a aparecer árvores com características de crescimento rápido a sol pleno. Estas espécies liberam um grande número de sementes, disseminadas principalmente por animais. Estas árvores são denominadas pioneiras e ocorrem em grande número mas com poucas espécies. São exemplo de embaúba, bico-de-pato, pata-de-vaca, manacá, ingá e angico. Quando do início das primeiras sombras, começam a aparecer as árvores de crescimento lento denominadas climáceas. Elas possuem grande sementes, aparecem em pequeno número de espécies e formam parte do dossel superior (copa) e sub-bosque da floresta. Como exemplo temos a araucária, cajarana, pau-brasil, palmeira (jerivá), cabreúva, copaiba e jatobá. Intermediando estes dois grupos estão as espécies secundárias, com sementes que germinam a sombra, mas necessitam de sol para se desenvolver. Apresentam pouco número de indivíduos, mas grande variedade de espécies, sendo responsáveis pela diversidade da mata. São exemplos a paineira, cajarana, cedro-rosa e cajá. A duração de uma sucessão secundária varia entre 60 a 80 anos, e quando a mata atinge o processo de maturidade, dizemos que ela se encontra em estágio de clímax, ou seja, em equilíbrio. Deste modo, ela consome toda matéria que produz e sustenta a si mesma. Ao contrário do que muita gente pensa, a mata pode ser explorada economicamente, de forma racional e criar empregos. Da mata podem ser extraídas as resinas do angico, o óleo de copaiba, as folhas de guaçatonga e espinheira santa, todas com grande procura por suas propriedades medicinais. Pode-se proceder a coleta do palmito e o corte seletivo de certas madeiras, sem prejuízo para o ecossistema. Existe ainda o grande potencial do ecoturismo, que tem em sua maior virtude a educação ambiental. Bibliografia: Matas Ciliares e de Proteção Ambiental Árvores Brasileiras (autor: Glauco - Hotel Ponto de Luz) |