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Desenvolvimento Rural Sustentável | Estância Turística de Joanópolis - SP

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Desenvolvimento Rural Sustentável
Ecologia
Enviado por Diego de Toledo Lima da Silva   
Qua, 22 de Julho de 2009 12:49
sítio e lagoPromover o desenvolvimento rural sustentável deve ser objetivo das políticas e programas públicos, tanto federais, estaduais e municipais, e dos setores representativos do setor agropecuário, promovendo assim a fixação do homem do campo na zona rural, gerando desenvolvimento econômico, social e preservação ambiental.

A parte dos agricultores e pecuaristas é a participação ativa nesses programas e na discussão de problemas e políticas não só rurais, mas municipais que afetam toda a população.

Desenvolvimento Rural Sustentável engloba muito mais do que apenas a preservação ambiental, consiste no aumento da produtividade, melhoria na renda, melhor ocupação do campo, melhoria nos serviços públicos, fortalecimento da extensão rural, redução dos custos, melhoria do manejo e das técnicas agrícolas, implantação sistemas de produção com sustentabilidade, recuperando as áreas degradadas e de preservação permanente, aumentando a qualidade e o nível de água na propriedade.

Para alcançar este desenvolvimento há a necessidade de realizar o chamado Diagnóstico Participativo, que é um processo de obtenção, sistematização e análise das informações que configuram a situação problemática e o ponto de partida para formular um plano de ação com vistas a superar tal situação. Todo este processo é vivenciado pela comunidade na perspectiva de desenvolver uma consciência crítica, uma percepção mais clara e objetiva dos problemas sociais, econômicos, ambientais e culturais e um nível de respostas autônomo da comunidade para superar a situação em que se encontra. Quer dizer que o plano de ação não vai vir de cima (realizado por uma pessoa atrás de uma escrivaninha), mas realizado pela comunidade interessada junto aos técnicos, sendo implantado em todo aquele sistema.

Segundo o Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária do Estado de São Paulo (Projeto Lupa 2007/08) realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento através da CATI e do Instituto de Economia Agrícola, Joanópolis possui 1.041 Unidades de Produção Agropecuária totalizando 34.979,10 hectares de área. Possui 662 propriedades que são mantidas pelo proprietário e seus familiares, além de empregar 474 trabalhadores permanentes na área rural.

As principais culturas exploradas nas Unidades de Produção Agropecuária de nossa cidade são a Braquiária (pastagem) com uma área total explorada de 17.673,5 hectares, com um total de cabeças de gado de 20.986 animais, seguido por Eucalipto com uma área explorada de 5.511,1 hectares, capim gordura com uma área 1.402,9 hectares, além de Pinus, Milho, Araucária, Feijão e outras culturas.

Outro aspecto importante que foi levantado é que do total da área rural do município, 6.133,9 hectares constituem áreas de vegetação nativa e vegetações de brejo ou várzea, que constitui aproximadamente 17,5% de toda a área rural do município coberta de vegetação nativa. Comparado ao mesmo levantamento realizado nos anos de 1995/96, a área diminuiu 4,7%, na época possuía 6.422,10 hectares ou aproximadamente 18,66 % da área rural coberta de vegetação nativa.

É um aspecto importante, pois comparado a outros municípios da nossa região, como Vargem 12,25 % de vegetação nativa, Piracaia com 12,4%, Bragança Paulista com 10,46 %, Atibaia com 19,15%, Bom Jesus dos Perdões com 27,40% e Nazaré Paulista com 18,20% de área de vegetação nativa, Joanópolis apesar da forte exploração agropecuária, uma das principais atividades econômicas do município e da grande extensão de sua área rural, possui uma das maiores áreas de vegetação nativa da região bragantina, contribuindo para a preservação dos corpos hídricos, da fauna e flora, e da qualidade de vida da população, além de estimular o turismo.

Mas a sustentabilidade sócio-econômico-ambiental no campo depende de outros fatores importantes, entre elas a comercialização e o fluxo da produção, melhoria da renda, acesso a serviços públicos e de qualidade, melhoria tecnológica na atividade e recuperação de áreas degradadas.

Melhoria tecnológica não quer dizer somente o uso de máquinas, tratores e implementos agrícolas, mas sim o plantio na época correta, adubação, irrigação e drenagem correta, realização da análise do solo para que a adubação seja a ideal, melhor manejo e conservação do solo agrícola, plantio utilizando sementes e mudas de qualidade, implantação de sistemas consorciados Floresta-Agropecuária (Sistemas Agroflorestais - SAFs), diminuição do uso de agrotóxicos (inseticidas, fungicidas, herbicidas), minimizando o impacto ambiental, preservando a saúde do homem do campo e dos consumidores dos produtos.

Essas mudanças representam ganhos de produtividade, geração de renda, diminuição dos custos, aumento da qualidade do produto que sai da roça, sustentabilidade ambiental, recuperação de áreas degradadas e da qualidade de vida do homem do campo.

As mudanças só ocorrem com a pressão da população, ainda mais um setor forte como o agropecuário, de grande importância não só municipal, mas na economia do Brasil. Apenas para ressaltar o citado acima é que a agropecuária é a responsável pela manutenção do saldo positivo da nossa balança comercial, sendo que o setor industrial vem gerando déficits (maiores importações do que exportações) seguidos, enquanto a agricultura vem gerando superávits (maiores exportações do que importações), mantendo equilibrada nossa balança comercial. E também que a agricultura familiar é a responsável por 70% dos alimentos que abastecem a mesa do brasileiro.

A atividade necessita de crédito e financiamento público e privado, como o PRONAF - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o FEAP - Fundo de Expansão da Agropecuária Paulista e as linhas da agricultura empresarial do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; além da necessidade de desburocratização desses mecanismos tornando-os mais acessíveis ao homem do campo.

28 de Julho - Dia do Agricultor

Valorizar o agricultor e seus saberes é o modo de gerar desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Se o campo não produzir, a cidade não come!

Parabéns agricultor pelo seu dia!

 
Diego de Toledo Lima da Silva
Servidor Público Estadual da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e Técnico Ambiental, cursando Engenharia Ambiental. Atualmente reside em Limeira/SP.

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