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O Solo e sua importância | Estância Turística de Joanópolis - SP

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O Solo e sua importância
Ecologia
Enviado por Diego de Toledo Lima da Silva   
Sáb, 17 de Outubro de 2009 00:00

Solo agrícola revolvido, sem as devidas práticas de manejo e conservaçãoSolo é a superfície inconsolidada que recobre as rochas e mantém a vida animal e vegetal na Terra. É constituído de camadas que diferem pela natureza física, química, biológica e mineralógica, que se desenvolvem com o tempo sob a influência do clima e da própria atividade biológica. O solo, a atmosfera e a água constituem a base fundamental em que se apóia a produção das plantas cultivadas e da vegetação espontânea.

 

Essencial para o cultivo das plantas, o solo tem sido objeto de diversos estudos desde o início da humanidade. Suas funções são a sustentação da vida e do habitat para as pessoas, animais, plantas e outros organismos; a manutenção do ciclo da água e dos nutrientes; proteção da água subterrânea; produção de alimentos; entre outros.

A sua formação segue um verdadeiro ciclo evolutivo constituído por fases distintas, sendo a primeira correspondente à formação da massa do solo e a segunda na transformação dessa massa no verdadeiro solo.

Processo resultado da ação conjunta dos agentes intempéricos (intemperimo é o conjunto de fenômenos químicos, físicos e biológicos que provocam a alteração das rochas e seus minerais) sobre restos minerais depositados e enriquecidos de detritos orgânicos, que é um processo natural de acumulação e evolução dos sedimentos minerais onde progressivamente juntam-se restos e produtos orgânicos, pois a sua formação tem início no momento em que as rochas entram em contato com o meio ambiente e começam a sofrer transformações.

Em parte o aparecimento dos primeiros microorganismos deve-se à movimentação da água através do material mineral, favorecendo assim a continuação dos processos de intemperização. Já a umidade do solo, bem como o conteúdo coloidal mantém a atividade microbiana, pois é principalmente a fina película coloidal que envolve as partículas do solo onde vivem os microorganismos.

O solo é constituído por três fases: sólida, líqüida e gasosa. A fase sólida é constituída pela rocha local ou transportada e material orgânico, originário da decomposição vegetal e animal. A fase líqüida é a água ou a solução do solo (elementos orgânicos e inorgânicos em solução), e a fase gasosa, de composição variável, de acordo com os gases produzidos e consumidos pelas raízes das plantas e dos animais (CO2 e O2), ocupam o espaço poroso entre as partículas da fase sólida.

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Os solos tropicais são mais profundos e mais quentes que os solos de clima temperado. Possuem mais alumínio que sílica e apresentam uma capacidade de troca catiônica (que é a soma das cargas elétricas negativas - T ou CTC) menor que os solos formados em clima temperado. A decomposição da matéria orgânica (serrapilheira ou liteira) é mais rápida (devido à temperatura mais alta, que influencia a atividade microbiana) e as plantas absorvem mais água em comparação aos solos de clima temperado.

A matéria orgânica do solo ou húmus inclui todos os compostos orgânicos, exceto os materiais não decompostos e os organismos vivos. A matéria orgânica pode ajudar no aquecimento do solo, no suprimento de nutriente para as plantas (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, carbono orgânico e outros elementos), permite troca de gases, estabiliza a estrutura e aumenta a permeabilidade.

Em regiões de climas quentes e úmidos como a nossa, os solos são muito lavados pelo excesso de chuvas, tornando-se assim ácidos, pois as bases minerais são lixiviadas (lixiviação é o processo pelo qual a água da chuva, ao entrar em contato com substâncias presentes na camada superficial dos solos, carrega-as consigo na forma dissolvida (solutos) em direção às regiões mais profundas do solo, geralmente, rumo à água subterrânea).

Como estas condições climáticas favorecem o desenvolvimento de vegetação exuberante, em regiões tropicais, os solos virgens são ricos em matéria orgânica, devido a isso apresentam boas propriedades químicas ou a chamada fertilidade aparente. Mas pela falta de reserva mineral, visto a intensa decomposição dos minerais primitivos, o seu empobrecimento dá-se rapidamente se o solo for usado sem os devidos cuidados.

É dessa riqueza aparente que surgiu a idéia de serem muito férteis os solos da Amazônia, riqueza esta proveniente unicamente da matéria orgânica presente no solo, devido ao ciclo de nutrientes que a floresta proporciona.

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A correta conservação e utilização do solo são de vitais importâncias para qualquer produtor rural. A mudança do método de plantio, a manutenção de cobertura vegetal no solo, a prática da adubação verde, o controle da erosão (evitando a perda da camada fértil do solo e o assoreamento dos rios) e a diminuição da aplicação de agrotóxicos são métodos que geram sustentabilidade, aumento da produção e diminuição de custos do produtor rural.

Quando a cobertura vegetal é mantida, a erosão torna-se um processo menos intenso. Com o objetivo de demonstrar o efeito da cobertura vegetal sobre a erosão dos solos, MARQUES do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) montou um trabalho experimental em que foram usados como cobertura uma faixa de mata, pastagem, cafezal e algodoal. Em uma Terra Roxa foi medida a quantidade de solo perdido anualmente e os resultados demonstram a importância de cobertura vegetal como proteção aos processos erosivos do meio ambiente.

Quadro de perda do solo em toneladas por alqueire (1 alqueire paulista = 2,42 hectares) ao ano

COBERTURA DO SOLO PERDA DO SOLO EM TON/2,42 HA/ANO

MATA ----------------------------------------------------------- 0,02

PASTAGEM --------------------------------------------------- 2,50

CAFEZAL ------------------------------------------------------ 15,00

ALGODOAL --------------------------------------------------- 95,00

O solo agrícola é considerado pela ONU como sendo "Patrimônio da Humanidade" e a não observância de práticas corretas de uso e conservação do solo está colocando em risco o solo que representa a base de nossa agropecuária, causando perdas de solo muito além dos níveis toleráveis. Práticas conservacionistas só acrescentam sustentabilidade à atividade, diminuição dos custos, além do que, programas como o "Projeto Produtor de Água no PCJ" já realizam o pagamento por serviços ambientais aos produtores que adotam práticas de conservação do solo.

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- Referências Bibliográficas

CETESB - COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO. [on-line] Disponível na Internet via URL www.cetesb.sp.gov.br/Solo/solo/definicao.asp. 2009.

MARQUES, J. Q. - A CONSERVAÇÃO DO SOLO EM CAFEZAL, SUP. SERV. DO CAFÉ, BOLETIM 233, SÃO PAULO, 1946.

PRADO, HÉLIO DO - MANEJO DOS SOLOS - DESCRIÇÕES PEDOLÓGICAS E SUAS IMPLICAÇÕES, LIVRARIA NOBEL, SÃO PAULO, 1991.

VIEIRA, LÚCIO S. - MANUAL DA CIÊNCIA DO SOLO, EDITORA AGRONÔMICA CERES, SÃO PAULO, 1975.

Desculpe qualquer coisa, passe outro dia. Agora eu estou por fora, volto logo, não perturbo, pra vocês eu não estou. Sessão de nostalgia, isso é lá com minha tia. Alô, presente estou chegando, alô futuro, já vou.

E lá vem vocês seguindo o mau exemplo, entrando numa de vender a própria mãe. Alguém se atreve a ir comigo além do shopping center?Hein?

(Arte Final, Belchior)

 
Diego de Toledo Lima da Silva
Servidor Público Estadual da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e Técnico Ambiental, cursando Engenharia Ambiental. Atualmente reside em Limeira/SP.

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