Monte das Oliveiras
anuncieaqui

Valorização da coleta seletiva | Estância Turística de Joanópolis - SP

Joanópolis

Serviços

Notícias

Valorização da coleta seletiva
Ecologia
Enviado por Diego de Toledo Lima da Silva   
Sáb, 26 de Maio de 2012 01:06

Com o aumento populacional e a elevação do poder de consumo da população, houve um incremento na geração de resíduos sólidos (lixo), pressionando cada vez mais os recursos naturais renováveis e não-renováveis, insumos para a produção de diversas matérias-primas e produtos, além da energia necessária no processo produtivo.

A questão dos resíduos sólidos é primordial para que uma localidade possa trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável, mantido nos pilares econômicos, sociais e ambientais. Mais do que isso, sem o adequado gerenciamento, aproveitamento e tratamento dos resíduos, uma comunidade não pode alcançar o desenvolvimento sustentável propriamente dito, pois a área de resíduos é interdisciplinar, ou seja, relacionada com diversas áreas e com a vida dos moradores.

O enfrentamento do problema denominado "lixo" exige muito mais do que ações estruturais (obras) de engenharia, mas também ações não estruturais (coleta seletiva, educação ambiental permanente, legislação, etc.), que vão dar a sustentabilidade necessária para qualquer projeto na área. E essa necessidade de ações não estruturais abre espaço para ações e programas criativos e inovadores, que tenham como objetivo o diferencial e uma aplicação diferenciada das ações tradicionalmente executadas.

Como exemplo, a formação de cidadãos conscientes de sua responsabilidade social e ambiental (desde o consumo até a destinação adequada dos resíduos sólidos) exige uma educação ambiental contínua para a assimilação dos conceitos e práticas existentes.

Uma das etapas do gerenciamento integrado de resíduos sólidos é o reaproveitamento e tratamento, etapa que consiste em ações corretivas, com o objetivo de valorizar e agregar os resíduos, além de reduzir os impactos ambientais. Nesta etapa podemos citar alternativas como a reciclagem, reutilização, recuperação energética e compostagem.

A implantação desta etapa não depende apenas do Poder Público (Prefeitura Municipal), mas também da população em geral. O primeiro passo é a conscientização ambiental, entendendo o contexto do tema "lixo" como um todo. O segundo passo é a implantação da coleta seletiva nas residências, começando pela separação do lixo orgânico e não aproveitável (restos de comida, papel higiênico, restos de frutas, etc.) do material passível de reciclagem (plástico, papel, vidro, latas, embalagens tetrapark, etc.).

Na avaliação dos trabalhos executados, a coleta seletiva é um alicerce para a sustentabilidade do Gerenciamento Integrado dos Resíduos Sólidos Urbanos (GIRSU), na medida em que a segregação maximiza as possibilidades de que ocorram a reciclagem e o reaproveitamento dos resíduos, minimizando a quantidade de material descartado. Para além dos benefícios ambientais, a coleta seletiva significa maior participação da comunidade nas questões de sua cidade e melhoria dos quadros econômicos e sociais que permeiam o sistema de limpeza urbana.

Os projetos de coleta seletiva, embora ainda apresente problemas de ordem técnica e econômica, constitui uma das metas a serem atingidas pelas comunidades que estejam preocupadas não apenas com a resolução dos problemas da destinação dos resíduos, mas acima de tudo, com a preservação dos recursos naturais.

Esta é uma das etapas de um amplo projeto, que demonstra como a reciclagem pode criar um elo na comunidade, promovendo a transformação socioambiental e o real gerenciamento do que chamamos de lixo.

Motivação e Valorização dos Catadores de Materiais Recicláveis

A Motivação é um fator fundamental para a realização de um belo trabalho e na manutenção de um bom relacionamento com os colegas de trabalho. Sempre que possível, deve-se tentar deixar os problemas um pouco de lado, e se dedicar com alegria ao trabalho cotidiano, formando uma verdadeira coesão na equipe de trabalho. Na coleta seletiva não pode ser diferente...

Muitas vezes o Catador de Materiais Recicláveis não recebe o devido valor do restante da comunidade. Não se deve abaixar a cabeça para isso, pois esse profissional deve ter orgulho do seu trabalho, pois ele é digno, ajuda na preservação do meio ambiente e na melhoria de vida das pessoas. Boa parte dos produtos que compramos no mercado tem sua embalagem feita total ou parcialmente de material reciclável. Neste ciclo de vida do produto, um trabalhador coletou este material, separou, beneficiou e comercializou, participando ativamente deste processo!

Catadores de Materiais Recicláveis: Mantenham-se motivados no seu trabalho, buscando sempre crescer e melhorar cada dia, pois assim você estará contribuindo com a melhoria de vida das pessoas, com a geração de emprego e renda, além da preservação do meio ambiente!

Cooperativismo

Cooperação é a união de um conjunto de pessoas em torno de um objetivo comum. Veja o exemplo:

- No caso em que o objetivo comum é a coleta seletiva e a venda dos materiais recicláveis a um preço justo, o grupo de trabalhadores vai estar unido na luta para alcançar este objetivo. As Cooperativas são associações voluntárias de pessoas que juntam seus esforços e suas economias para a concretização de um objetivo comum, visando à ajuda mútua dos sócios cooperados.

Os trabalhadores são sócios de seu próprio negócio, trabalhando nas suas atividades e dividindo seus ganhos. Vejam que numa Cooperativa, todos são iguais, onde todo o trabalho exercido é importante, desde o trabalhador que coleta os materiais recicláveis até àquele que os prensa.

Aqui temos 3 fatores importantes: a cooperativa combate o desemprego, gera renda e melhoria social dos trabalhadores. Sabemos que essas melhorias criadas pela cooperativa influenciam toda a comunidade em que ela está presente, da padaria à loja de eletrodomésticos. No caso das cooperativas de catadores de materiais recicláveis, o trabalho também auxilia na preservação do meio ambiente.

Conheçam alguns princípios do Cooperativismo:

  • Adesão voluntária e livre: as cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros.
  • Administração democrática: as cooperativas são organizações democráticas, controladas pelos membros, que participam ativamente na formulação das políticas e na tomada de decisões. Nas cooperativas os membros têm igual direito de voto. Cada associado representa um voto.
  • Participação econômica dos membros: os membros contribuem de forma igual para a formação do capital das cooperativas e o controlam democraticamente. Se a cooperativa é bem administrada e obtém uma receita maior que as despesas, esses rendimentos (sobras) serão divididos entre os cooperados, proporcionalmente às operações por eles efetuadas, salvo deliberação em contrário da maioria dos associados. Parte ou toda a "sobra" poderá ser destinada para investimentos na própria cooperativa ou para outras aplicações, de acordo com a decisão da maioria dos associados.
  • Autonomia e Independência: as cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, controladas pelos seus membros.
  • Educação, Formação e Informação: as cooperativas promovem a educação e a formação de seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores, de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento da cooperativa.
  • Intercooperação: as cooperativas servem de forma mais eficaz aos seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais. Podem também desenvolver negócios em conjunto.
  • Interesse pela comunidade: as cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades através de políticas aprovadas pelos seus membros e execução de programas sociais e culturais, realizados em parceria com o governo e outras entidades civis.

DICAS DE SITES

CEMPRE. COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM. Disponível em: <www.cempre.org.br>. Acesso em: 23 Abril 2012.

MNCR. MOVIMENTO NACIONAL DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS. Disponível em: <www.mncr.org.br>. Acesso em: 23 Abril 2012.

 
Diego de Toledo Lima da Silva
Servidor Público Estadual da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e Técnico Ambiental, cursando Engenharia Ambiental. Atualmente reside em Limeira/SP.

Mostrar outros artigos desse autor: