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AUTORA DO LIVRO DO LOBISOMEM VISITOU JOANOPOLIS
Folclore
Enviado por Valter Cassalho   
Qua, 21 de Julho de 2010 00:00
Maria do Rosário recebe cesta com produtos de Joanópolis de Dorothy Franco da Casa do ArtesãoNo último dia dezessete de julho esteve em visita a Joanópolis a professora e folclorista MARIA DO ROSARIO DE SOUZA TAVARES DE LIMA, autora do livro LOBISOMEM - ASSOMBRAÇÃO E REALIDADE, publicado em 1983, o qual desencadeou todo o aproveitamento folclórico e divulgação do lobisomem de Joanópolis. Maria do Rosário palestrou aos alunos do curso de Folclore do ponto de Cultura Ora Viva São Gonçalo na Escola João Ernesto Figueiredo (cujo patrono foi seu tio avô), por duas horas e meia discorreu com dinamismo sobre mitologia, folclore, cultura, mitos e lendas brasileiras entre outros assuntos, sendo ao final aplaudida em pé pelos participantes. Após o almoço e vários autógrafos no livro de sua autoria, ela visitou a Casa do Artesão onde recebeu uma cesta com produtos da cidade ofertada por referida casa e pela Padaria Central (Marcos Maroni). Abaixo segue um pouco da história de desta folclorista.

Casada com o pianista e professor Rossini Tavares Lima (fundador do museu do Folclore de São Paulo e aluno de Mario de Andrade), após aposentar-se como funcionária do tribunal de justiça do Estado de São Paulo, Maria do Rosário resolveu dedicar-se a pesquisa folclórica. Cursou a Escola de Folclore por três anos e mais um ano de especialização em Superstições e Crendices. Na sua especialização (1980) foi para Joanópolis, terra de sua mãe (Maria Caparica) e de seu avô (Anselmo Caparica), passou a anotar e catalogar estórias de moradores de Joanópolis e Piracaia, as quais são muito semelhantes com a estórias coletadas em Minas Gerais, principalmente as crendices sobre sapos e lobisomens. Porém os lobisomens sempre sobressaíram em relação a outros mitos.

CRIADORES E CRIATURA. Ao centro a professora Maria do Rosario com o novo mascote da Casa do Artesão, tendo a esquerda o artesão André Collins e a direita Valter Cassalho presidente da Associação dos Criadores de LobisomensTerminada a pesquisa de campo, submeteu-se a defesa de tese no Museu do Folclore (1983), sendo a banca examinadora composta por membros da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, aproveitou o momento e fez o lançamento oficial de seu livro, sendo o primeiro a tratar exclusivamente sobre o lobisomens. O mesmo mereceu menção junto a Folha de São Paulo, TV Globo (Fantástico), Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), O Estado de São Paulo, Rede Record, etc. Atualmente é uma das pesquisadoras de destaque dentro do Estudo do Folclore Brasileiro, tendo diversas pesquisas publicadas, entre as quais destacam-se crendices e superstições sobre sapos, cobras, festas de Santa Cruz, espantalhos, etc.

Foi atuante diretora executiva do Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, o qual foi instalado por ocasião do quarto centenário da cidade São Paulo (1954). Local esse onde a produtora de comerciais para o grupo Macdonald´s foi pesquisar sobre os mitos brasileiros, sendo então sugerido por Maria do Rosário que se dirigissem a Joanopolis, onde conseguiram realizar seu comercial tratando sobre lobisomens, colocando Joanópolis na mídia e desencadeando a fundação da Associação dos Criadores de Lobisomens, sendo presidente de honra da mesma.

A professora Maria do Rosário entre seu extenso curriculum destacou-se como: Presidente e Vice-presidente da Associação Brasileira de Folclore (ABF); Diretora Executiva do Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima (São Paulo), Membro da Comissão Paulista de Folclore; Membro da Comision Internacional Permanente de Folklore (Buenos Aires-Argentina); representante para intercâmbio Cultural de Cuba no Brasil (Instituto com sede em Havana); Delegada Geral para a América do Sul da The International Organization of Folk Art (IOF/Unesco - Viena), entre outros.

Para Joanópolis sempre é uma honra receber tão ilustre descendente, ouvir e aprender com ela, que encanta a todos não apenas por sua cultura, mas também pela sua simpatia e especial carisma.

"O folclore é cultura viva, o que é morto é o folclore histórico por que já existiu e não existe mais, mas aquilo que não existe mais geralmente está reinterpretado em expressões atualizadas. Não existe mais como exatamente há cem anos, mas existe o mesmo fator, com a mesma estrutura básica manifestada com pequenas diferenças". (Maria do Rosário).

 
Valter Cassalho
Professor e historiador da cidade de Joanópolis, jornalista, folclorista e membro da Comissão Paulista de Folclore (Ibecc/Unesco) e Associação Brasileira de Folclore. Atual presidente da Associação dos Criadores de Lobisomens.

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