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Esta Sexta Feira é Treze
Folclore
Enviado por Valter Cassalho   
Seg, 09 de Fevereiro de 2009 00:28
Esta SEXTA FEIRA é TREZE. O receio com a Sexta-feira Treze têm seus motivos e origens, de acordo com o pesquisador Mommsen muito antes de Cristo na Roma Antiga, nenhum Decreto era assinado no dia 13. Hesíodo, no século VII a.C. aconselhava que nada deveria ser plantado nos dias 13.

Segundo Elifas Levi o antigo símbolo israelita relativo a morte era o treze, devido ao desdobramento da família de Josef em duas tribos, formando assim 13 tribos, achavam-se nesta ocasião treze convivas na primeira Páscoa Israelita, na terra prometida, isto é, treze tribos na partilha da seara de Canaã. Uma dessas tribos foi exterminada e foi a de Benjamin o mais moço dos filhos de Jacó. Daí veio a tradição que quando se acham treze à mesa o mais moço deve morrer muito cedo. Outros acreditam que quem sair primeiro morrerá logo. Coincidentemente na Santa Ceia sentaram-se à mesa além de Cristo, doze apóstolos, um deles saiu para cometer traição e depois se suicidou. Acredita-se que Jesus foi crucificado numa sexta-feira treze.

Juntando com as superstições romanas, judaicas e cristãs o dia foi ganhando fama de aziago. Para piorar a situação as tropas do Rei Dom Sebastião Rei de Portugal foi dizimada em Alcácer Quibir em 13 de agosto. Na Europa este número era tão azarado que muitos hotéis e navios não tinham quarto com este número, existia o 12 e o 12-A e depois o 14, mesmo aviões chegaram a ter suas poltronas numeradas sem o referido número.

De acordo com o historiador Will Durant no livro Nossa Herança Oriental (História da Civilização I 1963), "o ato de contar nasceu dos dedos e daí o sistema decimal. Quando a idéia do "doze" apareceu, esse número tornou-se favorito porque era agradavelmente divisível por cinco dos primeiros seis dígitos - e nasceu o sistema duodecimal que obstinadamente sobrevive nas medidas inglesas: doze meses para o ano, doze dinheiros no xelim, doze unidades na dúzia, doze dúzias na grosa, doze polegadas no pé. Já o "treze" se recusava a ser dividido e tornou-se mal visto para sempre".

Outros acreditam que o próprio número é remédio para ele mesmo, tanto que muitos amuletos são gravados com o 13 (anéis, figas, pulseiras). Pessoas nascidas no dia treze, são consideradas pessoas de sorte, todavia, quando alguém é meio fora do normal, dizem que o sujeito é treze. A questão de sorte e azar é muito relativa, por exemplo, Colombo saiu do porto de Palos para descobrir as Américas numa sexta-feira treze de agosto, ele teve sorte em descobrir o novo continente, porém este fato foi o grande azar dos índios das Américas.

Para cortar o azar da sexta-feira treze deve-se levantar com o pé direito, somente sair de casa pela porta dos fundos, usar roupas brancas, colocar um galhinho de arruda na orelha e bater na madeira três vezes. Boa Sorte!!!!!!!

Valter Cassalho
Da Associação Brasileira de Folclore

 
Valter Cassalho
Professor e historiador da cidade de Joanópolis, jornalista, folclorista e membro da Comissão Paulista de Folclore (Ibecc/Unesco) e Associação Brasileira de Folclore. Atual presidente da Associação dos Criadores de Lobisomens.

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