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"A sexta estação - A procissão começou a subida para o Gólgota. O cume do Calvário já era visível para o oeste. Em um momento alguém dos espectadores rompeu a multidão. Era uma mulher. Ela veio ao encontro de Jesus, trazendo nas mãos um pedaço de pano molhado. Ela enxugou o rosto de Jesus repleto de suor e sangue.
Ela não se importou com o olhar dos soldados, ela não se preocupou com a própria segurança. Ela fez isto, de forma atenciosa e feminina, instintivamente. Ela viu o sofrimento dele e pensou que isto poderia aliviar um pouco a sua dor.
Jesus apreciou este gesto. Ele sentia o pano molhado na face acalmando como o melhor medicamento. Ele poderia vê-la após ter o sangue e suor afastado de sua face, poderia abrir os olhos novamente e ver a face tenra daquela mulher.
Ela estava chorando e lágrimas gotejavam de suas róseas faces, ela tinha visto de frente a quantia de dor que aquele homem estava sofrendo. Ela o conhecia bem, tinha se sentado debaixo de uma árvore para ouvir as suas palavras. E em pé na frente dele ela se lembrava de suas palavras ecoando: "Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem e quando vos separarem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas". Ela o quis abraçar mas os soldados a empurraram. Querido Jesus, esta mulher era muito forte em caráter e você deve ter admirado a coragem dela. Sim, ela precisou de coragem para sair da turba, se comportar como um ser humano no meio do tratamento desumano em que você estava sendo submetido. Ela não se uniu a multidão. Como é verdadeiro, Deus, que nós precisamos de coragem para sair da multidão, ir contra a corrente! Quanta coragem que nós precisamos para proclamar em voz alta que nós o amamos, nós o queremos, nós acreditamos em você! Sim Deus, nós precisamos de coragem porque muitos de nós têm medo de ser ridicularizado devido aos nossos princípios, por nossa fé. Querido Jesus, me faça amadurecer o bastante para poder defender sua verdade sem medo ou preconceito! (...)" (Fonte: John Abela, Michael Olteanu, Albert Storn - Jerusalém 1999 - tradução e adaptação livre) |