| Maculelê – O Rei da Valentia |
| História |
| Enviado por Valter Cassalho |
| Seg, 09 de Novembro de 2009 00:00 |
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Em muitas apresentações de capoeira em nossa região, juntamente com puxadas de rede e jogo de navalhas, tem se apresentado o Maculelê. Entre seus cânticos, roupas em ráfias e batidas do atabaque, apresentam uma dança dinâmica com bastões, também chamada de dança dos porretes, segundo alguns é remanescente dos antigos índios cucumbis, segundo outros sua origem é africana, praticada pelos escravos no meio dos canaviais com cepos de cana nas mãos, mesclando-se com danças indígenas do Brasil. Assim como a capoeira, a dança parecia mais um jogo do que uma arte guerreira dos negros, acompanhada de músicas que falavam do cotidiano negro, da saudade da África e dos feitos de seus ancestrais livres e cativos. O maculelê hoje geralmente é feito com porretes mas alguns grupos para apresentação, utilizam-se tochas ou tições de fogo de uma fogueira feita no centro da roda, geralmente realizado pelos grupos de capoeiristas. No Maculelê o mestre faz uma introdução contando que o mesmo veio da África e tem sua origem num ataque realizado por tribos inimigas a aldeia onde estavam apenas algumas mulheres e poucos homens, devido a saída dos guerreiros para a caça. Foi aí que armado de porretes o negro de nome Maculelê lutou com muito heroísmo conseguindo defender a tribo e afugentar os inimigos. Desta forma o Maculelê é uma homenagem à bravura desses negros e do guerreiro que empresta seu nome a essa dança dramática. Fica aqui um pouco desta história e resgate das tradições afro-brasileiras, que merece ser mais conhecido em nossa cidade e região, bem como ter maior espaço para suas belíssimas apresentações, podendo mesmo, não só o maculelê e a capoeira, mas outros grupos serem incorporados nos eventos realizados por pousadas e outras festividades voltadas ao público da nossa cidade e para nossos turistas. Vale lembrar que dia 20 DE NOVEMBRO É O DIA DA CONSCIÊNCIA. Valeu Zumbi !!!!!! Valter Cassalho Associação Brasileira de Folclore
Canto Das Três Raças
Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro Ninguém ouviu Um lamento triste Negro entoou Fora a luta dos Inconfidentes E de guerra em paz ô, ô, ô, ô, ô, ô ô, ô, ô, ô, ô, ô E ecoa noite e dia Esse canto que devia |