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O PORQUÊ JOANÓPOLIS É - A CIDADE DE JOÃO | Estância Turística de Joanópolis - SP

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O PORQUÊ JOANÓPOLIS É - A CIDADE DE JOÃO
História
Enviado por Valter Cassalho   
Ter, 27 de Dezembro de 2011 22:02
Em 1994 escrevi MEMÓRIAS DE UM GIGANTE ADORMECIDO e não poderia deixar de compartilhar um trecho desta história com todos vocês, onde nosso querido Gigante conta porquê somos a CIDADE DE JOÃO.

(Capitulo II)

-Muito bem seu Gigante. Agora me conte sobre essa história do nome, o porquê Curralinho e o porquê de Joanópolis.

-Veja bem! Curralinho era o nome do bairro quando esta localidade pertencia a Santo Antonio da Cachoeira. Olhe para a frente e veja, é um cerco de montanhas, como se fosse um curral; desta forma passaram a denominar o bairro de Curralinho. O nome São João do Curralinho, advém depois da primeira festa de São João e com a elevação do bairro a Distrito e mais tarde a município, adotando sempre este nome. O nome Joanópolis aparece em 1917, pois algumas pessoas desejavam mudar o nome devido curralinho significar Curral, ou seja, o local onde ficam alguns animais. Tal significado virou chacota na época. Pensando nisso, o ilustre advogado, Evilásio Caparica, propôs a mudança do nome para JOANOPOLIS: POLIS-DO GREGO-CIDADE, JOANO, ou João, juntando dá cidade de João, e não há nome melhor! Quantos Joães não houve aqui? O primeiro construtor: João, doador do terreno João, Padroeiro João, e assim houve João professor, Oficial de Justiça, Fogueteiro, e o próprio benfeitor da cidade o Cel João. Como alguns mais tradicionalistas se opunham à mudança, veio o Exmo. Juiz da Comarca, Dr. Afonso de Carvalho, fazer uma Conferência no Club Curralinhense expondo os motivos para tal mudança. Dizia ele em sua conferência, que o povo do Curralinho, jamais deveria se envergonhar de tal nome, muito pelo contrário, este nome era motivo de orgulho, pois a mais poderosa das mulheres, Rainha das Virgens, dos anjos e santos, escolhera como abrigo para dar a luz ao Salvador, um curralinho. Mas era favorável a mudança, pois ao seu ver o progresso deveria imperar sempre e o nome indicado pelo Dr. Evilasio Caparica, muito bem soava e concluía o município. Na sua conferência ressaltava fatos importantes da fundação, falando desde os saraus até o encantado da gruta da saudade. Com aqueles olhos cheios de brilho e aquela voz retumbante indagava: "E os fundadores escolheram esse padroeiro por que? Que relação havia entre o santo precursor das margens do Jordão e a risonha paragem onde se celebrava as festas em sua honra, na capelinha de Santa Cruz que aí existia"? E ele mesmo comentando a vida de São João Batista, respondia: "Pois bem, excelentíssimas senhoras e meus senhores, dir-se-ia que os religiosos doadores do terreno desta zona ao glorioso São João Batista, traziam em mente que uma outra boa nova se anunciava por entre os contrafortes da Serra do Lopo. E o padroeiro a anunciou e a profecia também aqui se cumpriu, porque observastes o advento de uma nova era para os habitantes desta região pitoresca". -Ainda concluiu: "Quem quer, porém, que por aqui passasse logo se detinha e ainda hoje se detém maravilhado, porque em vez da região de uma lenda falsa entenebrecida, encontra o encanto dulçuroso da vossa índole, o castelo formoso de vossa vida social, descobre as vossas cativantes gentilezas, exmas. senhoras e a vossa franca hospitalidade, meus senhores, e reconhece, contente, que, em vossas almas, em vossos corações, existe, sim, a sedução de uma energia inata, que não encontra obstáculos para o impulso da progressão, energia que há de conduzir entre aplausos, de vitória em vitória, até as culminancias da prosperidade mais opulenta (para felicidade vossa e orgulho de nossa grande comarca de Piracaia) o nome do Curralinho de outrora e de hoje transformado na brilhante e gloriosa JOANÓPOLIS do futuro". -Assim como dizia o Milton Zappa, JOANÓPOLIS, é o JOÁ da fruta, o NÓ da corda, o PÓ da terra, e o LIS da flor. Entendeu curralinhense?

 
Valter Cassalho
Professor e historiador da cidade de Joanópolis, jornalista, folclorista e membro da Comissão Paulista de Folclore (Ibecc/Unesco) e Associação Brasileira de Folclore. Atual presidente da Associação dos Criadores de Lobisomens.

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