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O Galo | Estância Turística de Joanópolis - SP

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O Galo
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Enviado por Valter Cassalho   
Seg, 03 de Maio de 2010 00:00

O galo sempre esteve presente em nossa cultura, quer seja nas rinhas de brigas de galo, costume esse que vêm desde a antiguidade clássica, quer seja encimando casas como cata ventos ou em pequenas estatuetas em várias casas. Presente no novo testamento na negação de Pedro, ou mesmo na litúrgica Missa do Galo. Até nos corredores obscuros e secretos da maçonaria o galo anuncia um novo dia.

Com toda sua pompa e altivez simboliza países, times de futebol, vinhos, escudos, etc. Conheça um pouco deste símbolo tão presente em nosso dia a dia.

GALOBARCELOSO GALO PORTUGUÊS ou GALO DE BARCELOS - Contam que um peregrino galego a caminho de Santiago da Compostela apareceu na região de Barcelos (Portugal) onde todos estavam alarmados com relação a um crime brutal no vilarejo. Este homem acabou sendo confundido com o possível criminoso, foi preso e condenado a forca mesmo jurando inocência e pedindo clemência. No dia se deu enforcamento ele pediu que antes o levassem a presença do Juiz o qual estava em um banquete e ali ele mais uma vez jurou sua inocência afirmando que era tão certo que era inocente que o galo que estava sendo servido cantaria quando o enforcassem. O juiz ignorou o fato e mandou seguir com a sentença, ao levarem o peregrino para a forca o galo assado sobre a mesa cantou, todos correram para a forca tentando impedir que o inocente fosse morto. Ao chegarem já temendo que estivesse consumada a sentença, viram que o homem estava ainda vivo devido a um nó mal feito. Imediatamente o juiz ordenou que o tirassem da forca e deixassem continuar seu caminho. Anos mais tarde o tal galego retornou e mandou esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor a graça alcançada, a Virgem Maria e a Santiago da Compostela.

GALONEROCHIANTIO GALO DE TOSCANA - ITALIA - As cidades independentes de SIENA e FLORENÇA viviam em contenda quanto as divisas de seus vinhedos. Para evitar uma guerra decidiu-se uma disputa entre dois cavaleiros, um de cada lado, o qual partiria de madrugada ao cantar de um galo, na direção do oponente e onde se encontrassem marcaria o limite das terras. Os habitantes de Siena escolheram um galo bem forte e de penas brancas, os de Florença um galo negro (nero) e magro, o qual dado a fome cantou primeiro fazendo com que o cavaleiro florentino partisse antes, esticando as fronteiras até o castelo de Fonterutolli. Decidida as divisas o galo preto e magro emprestou seu emblema ao um dos vinhos mais famosos do mundo o Chianti bem como a região onde é produzido até hoje.

 
Valter Cassalho
Professor e historiador da cidade de Joanópolis, jornalista, folclorista e membro da Comissão Paulista de Folclore (Ibecc/Unesco) e Associação Brasileira de Folclore. Atual presidente da Associação dos Criadores de Lobisomens.

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