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Considerações sobre o Amor | Estância Turística de Joanópolis - SP

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Considerações sobre o Amor
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Enviado por Cleber Torres de Oliveira   
Qua, 03 de Junho de 2009 00:00
coracaoEscolhemos falar sobre um sentimento já descrito e mencionado de muitas formas ao longo de nossa história, que pode ter inclusive muitos significados diferentes, agindo como uma força incompreensível que nos impulsionam ou anulam; que nos elevam e rebaixam; que nos beatificam e envilecem. Causa reações tão imprevisíveis quanto incontroláveis no ser humano, um sentimento inspirador, responsável por boa parte de nossa produção cultural.

O amor é descrito de muitas maneiras e interpretado de muitas formas, alguns dicionários citam até 25 sentidos para esse termo, portanto a dificuldade inicial é justamente definir-se o que é o amor, pois possui significados diferentes e pode se constituir de uma experiência única que varia de pessoa pra pessoa. Um ideal abstrato, romance, laços de família intensos, amizade imorredoura, atração sexual, desejo, paixão, erotismo, são algumas das coisas relacionadas e descritas como sendo amor.

Sem dúvida o amor se constitui numa energia, que conduz a um ato ou uma atitude da vontade, o querer, consciente e ordenadamente, o bem do outro, é uma força de integração, e comporta gradações de intensidade e de forma.

Existem alguns tipos vivenciais descritos em função do objeto de amor escolhido, que podem ser classificados, como: amor filial, pelo qual a criança manifesta sua gratidão aos pais, se apega a eles e procura integrar-se na sua vida; o amor amizade, pelo qual nos interessamos por nos aproximarmos dos amigos, e de sua vida participar afetivamente e por cooperação; o amor comunitário, por meio do qual incorporamos todas as substanciais questões da vida da comunidade em que estamos dela participando ativamente, isto é, agindo em função do seu bem comum; amor ao próximo ou amor fraternal, tipo mais pessoal do amor comunitário, porque se dirige mais diretamente a determinadas pessoas que estão em nosso caminho ou mais próximas a nós; o amor conjugal, que através da atração sexual pessoalizada e estruturada, conjuga parceiros, constrói uma vida a dois, criando uma união carnal e espiritual como mais íntima não pode haver entre seres humanos; amor paternal/maternal, onde as forças criadoras do amor encontram um amplo campo de ação, para garantir não apenas a continuação da espécie, mas um novo motivo para vida.

Os Gregos descreveram também algumas formas de amor, a Bíblia faz menção a alguns termos entendidos como sendo amor:

Ágape

Se refere a um tipo de amor praticado voluntariamente onde se procura sempre fazer o melhor para o ente amado, mesmo que não exista reciprocidade, é também o amor sagrado ligado a Deus;

Eros

O amor que, mais do que qualquer outro, contém a idéia de romance, embora seja relacionado a erótico, Eros se refere na verdade ao romântico, apaixonado e sentimental, sendo o tipo de amor que envolve os apaixonados e inspira canções e poesias;

Storge

É um termo usado para descrever um amor composto de afeição natural, é um sentimento de pertencer-se mutuamente, é um tipo de afeto compartilhado por pais e filhos e entre irmãos;

Phileo

Descreve uma relação de amor onde existe camaradagem, partilha, comunicação, amizade, ou seja, é o amor que existe entre amigos íntimos, que dividem seus pensamentos, sentimentos, atitudes, planos, sonhos, coisas íntimas e particulares que não contariam a mais ninguém;

Epithumia

É uma palavra que não tem um significado diretamente relacionado ao amor, mas descreve um forte desejo, podendo ter o sentido de cobiça, ou mesmo interpretada como desejo sexual.

Além dessas encontramos outras descrições que se referem á aspectos do amor tais como tipos ou fases, criando classificações, como puros ou impuros; passageiros ou duradouros; egoístas ou generosos. Além de classificações que se referem aos aspectos patológicos, retiradas da psiquiatria, como: Amor esquisóide, paranóide, hipomaníaco, pessimista ou melancólico, compulsivo, ansioso, além de outras descrições.

Como vemos existem formas distintas de descrever o amor, sendo que algumas são parecidas e se confundem. O amor é descrito na maioria das vezes como uma coisa boa e positiva, sendo que muitas religiões se apóiam no amor como sendo à base de sua doutrina, uma força que nos une ao todo.

Por outro lado, muitas dessas descrições ressaltam ou fazem menção a um aspecto do amor que é também muito significativo, o sofrimento. A palavra paixão é uma palavra que compreende este sentido e esta relacionada ao amor, porque por amor as pessoas estão dispostas a sofrer, seja como for, em função do ente amado. O sofrimento também acontece quando o ser amado não está acessível, e os sentimentos gerados chegam a ser degradantes e nocivos para pessoa que ama.

Assim como as emoções, as quais ocorrem sem que consigamos ter domínio sobre o que ocorre em nosso corpo, os sentimentos também acontecem sem que consigamos domina-los, e dessa forma não é possível evitar amar ou ter qualquer outro sentimento como ódio, tristeza, ou mesmo felicidade. Os sentimentos influenciam o comportamento em todas as esferas de nossa vivência, e o amor é um dos mais transformadores e intensos que o ser humano pode experimentar.

O que se sabe é que em geral o amor é descrito como um ideal a ser alcançado e vivido por qualquer ser humano, e embora o amor descreva sentimentos que podem se desenvolver por algo ou alguém, quase sempre as pessoas escolhem objetos específicos para amar. O ideal seria se as pessoas pudessem desenvolver o amor em todos os aspectos de suas vidas, para viverem plenamente e agregarem um sentido especial a ela.

Bibliografia

  • Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa: Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira
  • Enciclopédia Brasileira Globo: Álvaro Magalhães
  • Mira y López, Emilio, Quatro Gigantes da Alma: O medo, a ira, o amor e o dever
  • Rio de Janeiro: J. Olimpio, 1955-1956 Tradução: Claudio de Araujo Lima
  • Dr. Ed Wheat, O Amor que não se apaga: A arte de amar e ser amado - 1980 São Paulo, Imprensa da Fé.

 

 
Cleber Torres de Oliveira
Cleber Torres de Oliveira, Psicoterapeuta, atua na área de Treinamentos da RAS, ajudou a desenvolver o site www.comportal.com.br, e também é músico de fim de semana.

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